Em 11 de março de 2026, a Meta anunciou novos passos no combate a fraudes: o lançamento de ferramentas adicionais no Facebook, Messenger e WhatsApp, investimentos em sistemas de detecção de fraudes baseados em IA, além da expansão da cooperação com outras empresas e autoridades policiais.
A empresa destaca que os esquemas fraudulentos estão se tornando cada vez mais sofisticados, por isso a abordagem para combatê-los também está evoluindo — desde o simples bloqueio de contas até um trabalho abrangente no nível de tecnologia, parcerias e aplicação da lei.
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A escala do combate às fraudes
A Meta compartilhou estatísticas recentes referentes a 2025:
- mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos removidos;
- 10,9 milhões de contas no Facebook e Instagram vinculadas a centros de fraude bloqueadas;
- dezenas de milhares de contas adicionais removidas em operações conjuntas com autoridades policiais.
Em um dos casos, a Meta, em conjunto com autoridades policiais internacionais, desconectou mais de 150.000 contas vinculadas a redes de centros de fraude e contribuiu para 21 prisões na Tailândia. Isso demonstra que o combate às fraudes está atingindo uma escala industrial.
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Uso de IA para combater celeb bait e falsas identidades
A Meta está investindo ativamente em sistemas de IA que analisam não apenas elementos individuais de um anúncio, mas o conjunto completo de sinais:
- texto do anúncio,
- imagens,
- contexto,
- conexões com marcas ou figuras públicas.
Essa abordagem permite detectar padrões fraudulentos complexos com mais rapidez.
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A IA ajuda a identificar casos em que golpistas se passam por celebridades ou marcas, usam perfis falsos ou os criam utilizando descrições ou biografias enganosas.
O sistema analisa significativamente mais contexto do que os métodos tradicionais de moderação, o que aumenta a precisão da detecção.
A Meta também usa IA para identificar sites que imitam marcas conhecidas, páginas que parecem recursos legítimos e redirecionamentos para landing pages fraudulentas. Isso permite detectar uma gama mais ampla de cenários enganosos e proteger milhares de marcas contra falsas identidades.
Novas ferramentas de proteção ao usuário
Além da moderação, a Meta está lançando novos recursos que ajudam os usuários a identificar riscos por conta própria.
O Facebook está testando alertas para contas suspeitas — por exemplo, se há poucos amigos em comum ou se o país do perfil é diferente, o usuário recebe um aviso antes de aceitar ou recusar uma solicitação.
A Meta também está adicionando avisos no WhatsApp quando há tentativas de conectar um dispositivo a uma conta, usar códigos QR ou inserir um código de verificação.
O sistema informa de onde vem a solicitação e avisa que pode ser uma fraude.
No Messenger, o sistema de detecção de fraudes está sendo expandido:
- identificação de cenários suspeitos (por exemplo, "ofertas de emprego" ou "investimentos");
- possibilidade de verificar um chat via IA;
- recomendações: bloquear ou denunciar.
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Verificação de anunciantes
A Meta também está expandindo seu programa de verificação de anunciantes.
O objetivo da empresa é que 90% da receita publicitária venha de anunciantes verificados até o final de 2026 (atualmente cerca de 70%).
A verificação se aplica a:
- categorias de alto risco,
- anunciantes com histórico de violações,
- determinadas geografias.
Isso aumenta a transparência e dificulta o disfarce de campanhas fraudulentas.
Cooperação com aindústria e autoridades policiais
A Meta assinou o Industry Accord Against Online Scams and Fraud junto com outras grandes empresas, entre elas: Google, Microsoft, OpenAI, Amazon, LinkedIn, Pinterest e Target.
A empresa também apoiou a iniciativa da ONU sobre uma parceria global contra fraudes — o combate a golpes está migrando para um formato de colaboração intersetorial.
Operações contra redes de fraude
A Meta está cooperando ativamente com autoridades policiais para combater esquemas organizados.
Casos recentes incluem:
- remoção de mais de 15.000 contas vinculadas a romance scams;
- operações na Nigéria resultando em prisões de participantes de centros de fraude;
- desmantelamento de redes envolvidas em cripto-golpes.
A tendência se confirma: o combate às fraudes está se expandindo para além das plataformas online.
Campanhas educativas
A Meta também está lançando campanhas de conscientização:
- parcerias com governos e bancos;
- campanhas educativas na Ásia, Índia e Brasil;
- conteúdo sobre como reconhecer fraudes.
O objetivo é reduzir o número de vítimas antes mesmo de elas entrarem em contato com um golpe.
Conclusão
A Meta está transitando da moderação reativa para um sistema abrangente de combate a fraudes que inclui:
- análise de conteúdo e contexto por IA;
- ferramentas voltadas ao usuário;
- verificação de anunciantes;
- cooperação com outras empresas;
- colaboração com autoridades policiais.
A empresa afirma explicitamente: os esquemas fraudulentos estão se tornando mais sofisticados, e combatê-los exige ação coletiva de toda a indústria.
O que isso significa para os anunciantes
As atualizações da Meta não são apenas sobre novas ferramentas de segurança — representam uma mudança na abordagem geral à moderação e análise de publicidade.
A Meta está utilizando cada vez mais IA que analisa não apenas criativos, mas também o contexto: textos, conexões com marcas, comportamento de contas e até mesmo a estrutura do funil. Isso significa que a detecção de violações está deixando de ser uma simples análise de imagens para se tornar uma compreensão semântica da publicidade.
Para os anunciantes, isso significa:
- abordagens manipuladoras são mais difíceis de executar;
- esquemas de falsas identidades e celeb bait são detectados mais rapidamente;
- a eficácia das técnicas básicas de contorno da moderação está diminuindo;
- menos oportunidades para esquemas de zona cinzenta.
A Meta está colocando ênfase especial em landing pages de notícias falsas, spoofing de domínios e cloaking.
Com as novas ferramentas de IA, qualquer abordagem de zona cinzenta está se tornando mais arriscada e menos sustentável.
A Meta também planeja elevar a participação de anunciantes verificados para 90% da receita publicitária. Isso significa:
- mais verificações e requisitos de KYC;
- padrões mais elevados para contas;
- maior confiança estendida a anunciantes transparentes.
A cooperação da Meta com outras empresas e autoridades policiais mostra que o combate às fraudes está se expandindo para além de uma única plataforma. Isso implica um possível compartilhamento de dados entre plataformas e bloqueios sincronizados — tornando os esquemas de grande escala cada vez mais arriscados.
A tendência principal — a Meta está passando da moderação reativa para a detecção proativa de esquemas, e isso está mudando as regras do jogo:
- não apenas o criativo, mas toda a lógica da campanha publicitária importa;
- o valor de abordagens transparentes e estáveis está crescendo;
- quem se adaptar mais rapidamente aos novos requisitos da plataforma sairá na frente.
Em resumo: a era dos esquemas de zona cinzenta relativamente simples está gradualmente chegando ao fim, e a concorrência está se deslocando para modelos de operação mais sofisticados ou mais transparentes.
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